quarta-feira, 9 de fevereiro de 2011

Volta ao Trabalho!!!


Aconteceu antes do que o previsto, e eis que sexta recebo uma ligação avisando que começaria na segunda, tentei negociar para começar no período da tarde, mas não adiantou. Preciso de você aqui de manhã, descansa no final de semana! Foi o que ouvi.

Sem muita opção e com a cabeça girando liguei para minha mãe vir para SP e ficar uma semana em casa, até eu me organizar e deixar tudo nos eixos.

Final de semana foi uma angustia só, em um minuto tava animada, em outro preocupada, em outro eufórica, em outro com vontade de chorar e assim foi, dia e noite (é não dormi, cabeça a mil...) até que chega segunda de manhã e borá trabalhar.

Depois de muito pensar e colocar na balança tinha optado por berçário, um perto de casa que achei maravilhoso, eles possuem um cuidado com as crianças sem igual, um berço único por bebê ( com almofadinha bordada com o nome em cada um),tem aula de musica, aula de coordenação motora, uma pessoa por bebê ( na idade da Duda),alimentação por nutricionista que fica lá o tempo todo, pediatra 3 x por semana para segurança do lugar, teria acesso a câmeras em todos os lugares, pátio super arborizado para banho de sol, enfermeiras, relatório diário de tudo que a Duda tinha feito por e-mail (para mim e o Dri) com foto diária, uma agenda que ia e vinha para anotar a rotininha da noite passada, e só precisava levar a roupa do dia (que voltava limpa a noite)...e mais milhões de coisas que me fizeram até pensar que sou relaxada, claro que tudo isso tem um preço e custa não só o olho da cara como a cara toda e mais os braços, ok, vale a pena. Questão berçário definida.

Diante disso parecia uma volta tranqüila, ela estaria muito bem amparada e segura, me restaria a saudade (minha mesa seria só fotos dela), mas a maternidade me trouxe alguns probleminhas de memória, e tinha literalmente deletado da minha cabecinha o fato de que – em agência de publicidade temos horário para entrar e NUNCA, disse NUNCA para sair – segunda deixei o pessoal de cara feia e sai para ter idéia do tempo que levaria para chegar em casa (e no berçário que é na rua paralela), estava de taxi e este (pela via de ônibus, beeem mais tranqüila) demorou 40 minutos, conversando com o motorista simpático não ganhei uma expectativa boa, eu levaria pelo menos uma hora para chegar de carro (sem a faixa de ônibus). Minha casa não é longe de onde trabalho, mas o transito em SP mata e minha agonia começou a voltar, sai 6h35 e cheguei em casa 7h25, já teria atrasado a saída do berçário que é as 7h00.

Em pensamento me chamava de burra, por estar testando uma coisa que sabia que não daria certo, quando eu sairia as 6h30 todo dia? NUNCA e mesmo assim para chegar atrasada, sair as 6h00? HAHAHHAHAHAHAH, JAMAIS! Levar trabalho para casa é complicado, trabalho na área de mídia e fico no telefone o dia todo, acompanho fechamento dos jornais, trabalho com prazos apertados (devido a outras áreas da agência que nunca colaboram...aff) enfim vida doida, onde a Duda se encaixa nisso tudo? Em lugar algum!

Sistema de rodízio com o Dri, uns dias ele busca outros eu, e a gente se organiza para isso? Impossível, meu marido também é publicitário só que de uma área um pouco pior, criação. E para F* tudo ainda esta com um projeto em paralelo que consome o restante do tempo da vida dele, o que sobra ele procura comer ou dormir, precisa escolher!

Amo minha profissão, amo de verdade o que eu faço, me sinto extremamente realizada e feliz, e sei que isso influenciaria direto na Duda, não me sinto culpada em “largar” ela, mesmo por que ela é minha filha e NUNCA vou deixar ela, ela é tudo na minha vida, AMO ela sem limites, e tudo que faço gera conseqüências nela, claro que sempre positivas. Meu trabalho proporcionaria uma qualidade de vida melhor para ela em vários aspectos, e em hipótese alguma isso custaria minha ausência, por que cada minuto com ela seria aproveitado e como disse faço de tudo para ela estar no melhor lugar do mundo na minha ausência.

Agora penso, seria justo eu correr pra um lado atrás dos meus objetivos e sonhos, o Dri correr para outro e a Duda ficar no meio, por que ela esta com uma idade (3 meses completos hoje) que não consegue nos acompanhar, tão pouco expor sua opinião a respeito. E Cheguei a conclusão que não, minha filha não merece ficar em um revezamento de busca, pagar hora extra em berçário, seria HOJE um sofrimento desnecessário. Se conseguisse me organizar em horários, esse texto acabaria lá em cima, por que tudo estaria perfeito e sei que ela estaria feliz e com uma mãe realizada!

A melhor, e única, opção seria uma babá, que teria horários mais flexíveis, a Duda ia estar em casa, dias chegava mais cedo e dispensava a babá, dias chegava mais tarde e ela estaria em casa, dormindo no seu bercinho, sem precisar ser retirada as pressas do local. Não é minha opção predileta, mas seria a única. Agora, tenho essa pessoa? Não. Teria tempo hábil para contratar essa pessoa com calma e fazer uma adaptação? Não (foi me dada a opção de ter meio período por 2 semanas para ficar em casa, e isso não resolveria para mim, em meio período não vou deixar minha filha com alguém que acabei de conhecer ). Tenho alguém em SP para acompanhar esse processo por mim? Talvez. È o certo? Não, eu sou a mãe eu faço a adaptação, já vou delegar os cuidados da minha filha para outra pessoa durante o dia, e vou fazer outra pessoa passar essa rotina para ela?! Nem pensar!

Com o coração na boca expus tudo isso na agência, entenderam perfeitamente. Preciso me organizar melhor antes de começar e retomar minha vidinha profissional, achei que seria mais fácil, mais tranqüilo, mas não foi. Quero estar 100% dedicada no trabalho, assim como estarei 100% dedicada a Duda no meu tempo com ela.

Quando volto? Não sei, realmente não sei. Vou esperar marido se organizar, um objetivo por vez. To abrindo mão do meu pelo dele? Pode ser, mas é uma opção minha, ele merece e acho que no momento precisa ter a segurança que eu não teria (nem ele se voltasse a trabalhar) para ter gás total nos projetos. Tudo isso será positivo para nós também.

Foi uma decisão muito bem pensada (e repensada), e fico no trabalho até sexta-feira para aliviar um pouco o fluxo de trabalho. Ouvi – Se mudar de idéia conversa com a gente! Não, não vou mudar de idéia, mas agradeço a preferência,RS!

Tranqüila, mas confesso que frustrada (sentimento que acho que vai passar), to calada esses dias, não sei bem nem o que eu to pensando, milhares de pensamentos embaralhados, to abrindo mão de uma coisa que amo, uma profissão que moveu minha vida dês da faculdade, mas to consciente. Ser mãe é abrir mão, e essa é minha primeira grande decisão materna. To escrevendo e querendo chorar ( acho que isso passa também), e com a frase que não sai mais da minha cabeça e habita minha vida diariamente – É UMA FASE, VAI PASSAR!!!

Desculpa a ausência em todos blogs e por aqui mesmo, quem leu tudo e chegou até aqui acho que entendeu um pouquinho minha angustia!

Beijos!

12 comentários:

Amanda disse...

Decisão dolorida, né, Karina? Eu não precisei decidir pq fui mandada embora antes de engravidar, mas morria de medo disso, e tenho medo de pensar no dia que voltarei a trabalhar!
Decisões como essa não são fáceis, mas temos que tomar. Sei que vc e sua família irão administrar mto bem, e no fim serão felizes e conseguirão atingir todos seus objetivos.

Bjinhossss

Jéssica Araújo disse...

Puxa, deve mesmo ser um dilema. Eu to pensando em voltar a trabalhar qdo a Laura estiver com uns 8 meses, talvez deixe com a minha sogra, não sei...
Ahh ta rolando sorteio la no blog. Não deixe de participar! Beijo

Cristiane disse...

Oi, eu tb fiz o mesmo, tirei 2010 pra ficar com meu bb e ja tinha outro de 12 anos hoje c 13 anos, agora quero retomar mas ainda c duvidas, será q n espero ele ter 2 aninhos? faltam só 6 meses..mas ainda n sei!
fica em paz q tudo se encaixa na vida da gente e curte ela pq passa rapido demais! bjs
visita meu blog tb..
http://bebepedrocaparelli.blogspot.com

Priscila disse...

Olá...
Q horror avisar assim q vc tem q voltar a trabalhar no dia seguinte... ai... meu Deus!!
Eu tenho vários temas no meu blog sobre isso...

Bjs, pri
http://maesemfrescura.blogspot.com

Priscila disse...

Olha os links:

http://maesemfrescura.blogspot.com/2010/10/bercario-vovo-ou-baba.html

http://maesemfrescura.blogspot.com/2010/10/volto-trabalhar-e-agora.html

Andrea Fregnani disse...

Ufa, que post tenso, Karina, eu sou suspetia pois eu e o pai decidimos que eu cuidaria da Alice até ela ter condições de entender e se comunicar e poder ir pra escolinha, acreditamso que com 3 aninhos, fica tranquila, com calma vcs sempre encontrarão a melhor escolha, minha cunhada fez o mesmo, tem um menino fazendo 5 anos, e uma menina fazendo 3 anos, e está votando a trabalhar, as crianças nem precisaram de adaptação na escolinha, são crianças seguras e independentes.
bjs

Maya disse...

Ai Karina,
Eu só posso imaginar o quanto é difícil e essa decisão.. e sei que um dia vai chegar a minha vez de toma-la!
Tb tenho vontade de ficar para cuidar dela, mas isso só o tempo dirá!
Fique em paz com a decisão que tomou!
Bjos

Adriana Bandeira disse...

Eu optei por não voltar ao trabalho - minha licensa vence mês que vem, e eu nem quero saber de voltar e deixar o Miguel, com refluxo e esperando uma cirurgia, para trabalhar. Tampouco me acabar trabalhando para depois gastar no berçário e ainda me privar do meu filho. Decidido. Não volto e apenas verei o que faço no fim do ano. Isso se eu não fizer algo em casa mesmo para obter renda extra.

E vc, não se aflija, no fim a vida vai entrar nos eixos!
Bjs

Bibi Elias disse...

Olá, descobri seu blog através do da Than. Legal conhecer vcs!
Não trabalho mais fora, me dedico exclusivamente ao Theo. Mas sei que minha hora vai chegar! E vai ser bem difícil!
Beijinhos,
Bibi e Theo

Merciana Amorim disse...

q coincidencia eu tbm larguei mão do trab desde antes de engravidar , era supervisora de uma rede de lojas do varejo minha regiao era composta por 18 lojas viajava todos os dias,no começo sofri bastante, mas ñ iria se comparar ao sofrimento da ausencia da minha baby, decisao sábia a sua...

Anônimo disse...

Olá! Li seu post e me identifico bastante. Faz tempo desde que colocou este tópico, mas gostaria de saber como ficaram as coisas. Sou psicóloga, tenho uma bebe linda de 10 meses, e venho lentamente retomando meu consultorio. Renda quase nula, dependência... Há 2 semanas estou tentando o Bercario, mas tanto eu como ela estamos sofrendo bastante. Meu relacionamento esta péssimo e por isso venho nessa busca pela independência de novo...

Karina disse...

Oi aí de cima...rs Desculpa só responder agora, não vi antes. Olha no final a Maria entrou no berçario com 7 meses, se adaptou super bem e esta lá até hoje (esta com 1 ano e 3 meses. Eu voltei a trabalhar só que agora abri minha empresa, a ralação é maior, no começo é duro, mas vale a pena pela flexibilidade de horarios (coisa que não tinha trabalhando em outras agÊncias de publicidade, sai muito tarde). A gente sofre no começo do berçario, é dificil, pensei em deixar de trabalhar de vez varias vezes, mas aos poucos a gente vai se adaptando, curtindo o tempo que esta junto da pequena, elas vão conhecendo o berçario, gostam... ai as coisas vão se encaixando. Se vc quer voltar a trabalhar, não desiste, logo logo vc vai tirar de letra tudo isso...